A gestão de Recursos Humanos está a atravessar mais uma fase de mudança. Entre novas regras contributivas, alterações nas tabelas de IRS e a crescente necessidade de integrar informação entre sistemas, os próximos meses trazem novos desafios para as empresas.

Foi precisamente este o ponto de partida do webinar promovido pela Algardata e pela Cegid Primavera: analisar algumas das alterações que terão impacto na gestão de RH e mostrar como a tecnologia pode ajudar a tornar os processos mais simples, consistentes e menos dependentes de tarefas manuais.

 

O que está a mudar na Segurança Social?

Uma das principais novidades abordadas foi a Simplificação do Ciclo Contributivo (SCC) da Segurança Social.

A mudança procura simplificar o processo de comunicação contributiva através de um modelo com maior automatização no apuramento das remunerações e contribuições. Durante 2026, as entidades empregadoras podem fazer a transição para o novo modelo e, a partir de 1 de janeiro de 2027, todas estarão abrangidas pela SCC.

Na prática, esta alteração muda a forma como as empresas comunicam a informação contributiva. Em vez de depender tanto da preparação manual de determinados dados, o novo modelo pretende apresentar informação já apurada, permitindo ao utilizador validar e confirmar os valores.

Parece uma diferença pequena. Não é.

Quando falamos de processamento salarial, pequenas alterações num processo mensal podem ter impacto em centenas de colaboradores, várias empresas ou diferentes estabelecimentos. Por isso, a qualidade e atualização dos dados de origem tornam-se ainda mais importantes.

A própria transcrição do webinar reforça esta ideia: a simplificação não significa deixar de validar a informação. Pelo contrário. O papel das empresas passa cada vez mais por garantir que os dados dos colaboradores estão corretos e atualizados, para que os automatismos possam funcionar de forma adequada.

Menos trabalho manual, mais validação

É aqui que a tecnologia começa a ter um papel particularmente relevante.

Num processo tradicional, a informação é preparada, os valores são calculados, os ficheiros são gerados e os dados são posteriormente comunicados. Com a evolução dos processos digitais, parte destas tarefas passa a ser automatizada.

O objetivo não é retirar o controlo ao profissional de RH. É retirar-lhe trabalho repetitivo.

Esta distinção é importante. Automatizar não significa deixar o sistema decidir tudo sozinho. Significa criar um processo em que o sistema trata do trabalho operacional e o utilizador fica com uma função mais centrada na análise, validação e correção de eventuais situações.

É uma mudança de paradigma que se torna ainda mais relevante quando as empresas lidam com vários estabelecimentos, diferentes horários, equipas numerosas ou modelos de trabalho distintos.

IRS: novas tabelas exigem atenção ao processamento

Outro dos temas abordados no webinar foi a atualização das tabelas de retenção na fonte de IRS.

As tabelas de retenção têm impacto direto no processamento dos salários e, por isso, qualquer alteração deve ser refletida no sistema antes de efetuar os processamentos abrangidos.

No webinar foi também destacada a necessidade de acompanhar as alterações previstas para os meses seguintes, nomeadamente a atualização das tabelas aplicáveis ao processamento salarial.

Para as equipas de RH, o princípio é simples: antes de processar, é necessário garantir que o sistema está atualizado.

A Cegid Primavera disponibiliza estas atualizações através dos mecanismos próprios do ERP, permitindo que as empresas acompanhem as alterações necessárias ao processamento.

Aqui, mais uma vez, a questão não é apenas tecnológica. É operacional. Uma atualização legal só produz o efeito esperado se for aplicada no momento certo e se os dados utilizados pelo sistema estiverem corretos.

E se a assiduidade pudesse chegar diretamente ao processamento salarial?

Foi precisamente neste ponto que o webinar passou da componente legal para uma questão muito prática: como ligar a gestão diária dos colaboradores ao processamento salarial?

Faltas, férias, ausências, horas extraordinárias e outras alterações mensais fazem parte da realidade de qualquer departamento de RH. O problema surge quando essa informação é registada num sistema e depois tem de ser novamente introduzida noutro.

É aí que a integração entre Cegid Visualtime e Cegid Primavera ganha relevância.

A integração permite sincronizar informação entre as duas aplicações, incluindo dados dos funcionários, ausências, faltas, férias, horas suplementares e remunerações.

Na prática, o processo pode começar na gestão de tempo e assiduidade e terminar no processamento salarial, sem que seja necessário replicar manualmente toda a informação.

Uma ligação que começa nos dados

Imagine o percurso de um colaborador durante um mês.

Regista as suas horas de trabalho, marca férias, tem uma ausência ou realiza horas extraordinárias. Estes acontecimentos precisam de ser refletidos no processamento salarial.

Quando os sistemas estão integrados, essa informação pode ser sincronizada com o ERP, de acordo com as configurações definidas.

O Cegid Visualtime permite gerir o tempo de trabalho, horários, férias, faltas e ausências numa única plataforma. A integração com o ERP Cegid permite depois utilizar essa informação no contexto do processamento salarial.

Também existe sincronização de alterações mensais, incluindo faltas, férias, horas extra e determinadas remunerações, com registos de log que permitem acompanhar o resultado das sincronizações.

É aqui que a qualidade dos dados ganha ainda mais importância.

Se a informação de origem estiver errada, o automatismo não resolve o problema. Apenas o transporta mais depressa.

Por isso, integração e qualidade de dados caminham lado a lado.

O colaborador também faz parte do processo

A digitalização dos RH não acontece apenas dentro do departamento.

O Cegid Visualtime disponibiliza ferramentas para que os próprios colaboradores possam interagir com processos como pedidos de férias, faltas, horários e marcações de ponto através de diferentes dispositivos.

Isto reduz a circulação de pedidos por email, folhas de cálculo e outros processos paralelos. Ao mesmo tempo, cria uma fonte de informação mais centralizada.

É uma mudança que pode parecer simples no dia a dia, mas que ganha peso quando falamos de organizações com muitas pessoas ou várias localizações.

Menos informação espalhada significa menos pontos onde os erros podem surgir.

RH mais integrado começa antes do processamento

As alterações legais são, muitas vezes, o momento que obriga as empresas a rever processos. Mas a oportunidade vai além do cumprimento de novas regras.

Quando Segurança Social, IRS, gestão de tempo, assiduidade e processamento salarial passam a depender cada vez mais de informação digital, torna-se importante olhar para o processo como um todo.

A questão deixa de ser apenas “como fazemos o processamento salarial?” e passa a ser “de onde vem a informação que alimenta esse processamento?”.

É uma diferença importante.

Uma ausência registada corretamente no sistema de gestão de tempo pode evitar uma introdução manual no ERP. Uma hora extraordinária corretamente registada pode chegar ao processamento sem ser novamente introduzida. Um colaborador criado e sincronizado entre sistemas pode reduzir tarefas administrativas futuras.

A tecnologia não elimina a responsabilidade dos RH. Dá-lhes melhores condições para a exercer.

Preparar hoje para processos mais simples amanhã

A transição para a SCC, as alterações nas tabelas de IRS e a integração entre gestão de tempo e processamento salarial mostram uma tendência clara: os processos de RH estão cada vez mais ligados entre si.

Para as empresas, isso significa acompanhar as alterações legais, manter os sistemas atualizados e, sobretudo, garantir que a informação está correta desde a sua origem.

No webinar da Algardata e da Cegid Primavera, estes temas foram analisados precisamente com esse objetivo: perceber o que está a mudar e como as soluções de gestão podem ajudar as organizações a acompanhar essa mudança.

Porque, quando a informação circula corretamente entre sistemas, o processamento salarial deixa de ser um conjunto de tarefas isoladas. Passa a fazer parte de um processo mais integrado, automatizado e controlado.

E essa diferença sente-se todos os meses.

Veja o webinar completo

Para aprofundar estes temas, assista ao webinar “Alterações e novidades legais & integração da operação no processamento salarial”, promovido pela Algardata e pela Cegid Primavera.

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